HISTÓRICO
Uma das primeiras descrições clínicas
do Diabetes foi feita há mais de 3 mil anos em um manuscrito
egípcio denominado papiro de Ebers. Já no século
I um méico grego chamado Aretaeus da Capadócia apresenta
o Diabetes como sendo uma terrível enfermidade onde a carne
e os membros se derretem em urina. Posteriormente a esta colocação
denominou-se Diabetes que em grego significa sifão, uma
vez que seus portadores urinavam e bebiam muito.
No século V, Suskruta verificou que a urina dos diabéticos
era doce e passou a denominar "urina de mel", de onde
proveio o nemo Diabetes mellitus.
Continuando esta evolução, no século VI os
Indus já conheciam o relacionamento do Diabetes com a ingestão
de arroz, farinha e açúcares. Até mesmo no
papiro de Ebers já haviam indicações quanto
à dieta para o tratamento do "dilúvio urinário",
onde citava-se a ingestão de ossos moídos, frutas,
trigo, litargírio (óxido de chumbo), mel e uma espécie
de cerveja. Esta dieta rica em carbohidratos, era muito rica em
gorduras e persistiu por aproximados 150 anos.
O médico alemão Paul Langerhans, pesquisando o pâncreas
em 1860, descobriu que este possuia um tecido formado por grupo
de células semelhantes a pequenas ilhas, as quais foram
batizadas com seu nome posteriormente.
Descobriu-se então que estas células (ilhotas) secretavam
um hormônio que denominou-se insulina, sendo este responsável
pelo metabolismo intermediário dos carbohidratos.
A despeito das muitas observações feitas até
então, a causa do Diabetes era ainda desconhecida ao entrarmos
no século XX. Graças aos estudos realizados em animais
(cães), verificou-se que um órgão chamado
pâncreas era de fato o responsável pelo surgimento
do Diabetes.
Chegamos à 1921, a insulina foi isolada a partir do extrato
do pâncreas bovino e suíno por Frederick Banting,
Charles Best e John Mac Leod. Estes pesquisadores comprovaram
a eficácia do novo medicamento em humanos quando Sara Hughes,
uma frágil menina, teve progressos significativos em sua
saúde, consolidando este tratamento como o maior avanço
tecnológico da diabetologia até os dias de hoje,
valendo lhes o prêmio Nobel de Medicina em 1923.